O CONHECIMENTO DE DEUS PELO HOMEM É SUFOCADO OU CORROMPIDO, EM PARTE PELA IGNORÂNCIA, E EM PARTE PELA DEPRAVAÇÃO
Vemos que muitos homens, na sua vida de constância em pecar e
busca insaciável de satisfação material, repelem ou afastam toda lembrança de Deus de seus corações, a
qual, no entanto, lhes é espontaneamente sugerida no íntimo pelo próprio senso
natural. (Salmos 14.1; 53.1)
O homem pensa que, é bastante nutrir mero zelo pela religião, seja qual for sua natureza e por mais falsa que seja. Não levam
em conta, porém, que a verdadeira religião deve ser conformada com a Palavra de
Deus, a Bíblia, e que Deus, em verdade, permanece sempre imutável em seu ser;
que ele não é um espectro ou
fantasma, que se transmuda ou se adapta ao desejo ou capricho de cada um.
Portanto, a seus próprios delírios
cultuam e adoram quantos deuses seus desejos os leva a criar.
E assim o Apóstolo sentencia ser ignorância de Deus essa vaga e
errônea opinião com respeito à divindade: Quando desconhecíeis a Deus, diz ele,
servíeis aos que por natureza não eram deuses [Galatas 4.8]. E, em outro
lugar [Efésios 2.12], ensina que os efésios haviam vivido sem Deus durante o
tempo em que se achavam distanciados do reto conhecimento do Deus único.
As evidências atestam a semente da religião implantada na
consciência de todo homem; porém, o homem, sem uma revelação mais clara, não
pode chegar a um conhecimento verdadeiro da vontade de Deus e a um culto que
agrade a Deus. A revelação da natureza ao redor do homem é clara, porém o
pecado embaça a visão do homem. Nasce no homem então, toda sorte de
supertições, fantasias e visões errôneas da vida com Deus e como pode agradar a
Deus verdadeiramente. Fato esse, que Deus sempre tem se revelado aos que,
observando o testemunho que de si mesmo Ele deu, na natureza e em nós mesmos,
buscam a Deus. Desde os primeiros dias, desde Abel, Deus tem se revelado ao
homem. Uns porém, em suas próprias superstições
se perdem, outros, de propósito firmado, impiamente se alienam, afinal todos se
degeneram do verdadeiro conhecimento de Deus. E assim resulta que no mundo não
subsiste nenhuma piedade genuína.
Entretanto, ao afirmarmos que alguns que foram induzidos à
superstição pelo pecado e pela depravação da sua natureza santa e perfeita, não
quero com isso dizer que sua ignorância a respeito da vontade de Deus os
isente de culpa, porquanto a cegueira em que se encontram, quase sempre não
está só. Está quase sempre ligada a inclinação da vontade da carne e aos
deleites e prazeres mundanos. Nisso se obscurece a verdadeira mensagem do
testemunho dos céus, revelado na natureza (Romanos 1:19,20) mudando a revelação
clara para uma revelação de conformidade como padrão de seus desejos e apetites
carnais, e negligenciando o Deus verdadeiro.
Não foi diferente com outras revelações de Deus ao homem. A
revelação de Deus pelas Escrituras, a bíblia sagrada e a revelação pessoa de
Deus em seu filho Jesus Cristo. O homem, desde o inicio, tem tentado mudar a
revelação das escrituras e da pessoa de Jesus Cristo. Muitos adaptam as palavras de Deus as suas formas de vida
mundana, torcendo a bíblia, de forma enganosa, ou interpretando-a da forma que
bem querem. Um exemplo claro disso é o fato da bíblia conter muitas passagens
que condenam a homo-sexualidade e mesmo assim, muitos usam a própria bíblia
para justificar ou andar conforme esse pecado. A vida e o testemunho de Cristo
Jesus é claro na bíblia. Porém muitos tem tentado dar a Jesus uma outra imagem,
pelo mesmo motivo que o anterior; para justificar seus pecados e atos
depravados e desaprovados por Deus.
... crescei na graça e conhecimento do nosso Senhor e Salvador, Jesus
Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade.
Amém. (2 Pedro 3:18)

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