domingo, 18 de dezembro de 2016

Podemos Crer em Deus?


TUDO O QUE É PROJETADO TEM UM PROJETISTA

A maneira pela qual o corpo humano é constituído e funciona demanda a existência de um projetista.
 Os cientistas nos dizem que o cérebro é capaz de armazenar e relembrar de milhares de imagens 
mentais, de solucionar problemas, apreciar a beleza, compreender a si mesmo, e desejar 
desenvolver-se melhor. As descargas elétricas que se originam no cérebro controlam toda a
 atividade muscular de nosso corpo. Os computadores também funcionam através de impulsos 
elétricos. Contudo, foi necessária uma mente humana para inventar o computador, e um ser humano 
para construí-lo e dizer-lhe o que fazer. Não é de admirar que o salmista concluiu que o corpo
 humano fala em claro e bom som acerca de um maravilhoso Criador:

"Eu Te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável. Tuas obras são maravilhosas! 
Digo isso com convicção." Salmo 139:14 (A não ser quando indicado, todos os textos bíblicos 
da série DESCOBERTAS BÍBLICAS são da Nova Versão Internacional [NVI]).

Não precisamos ir muito longe para encontrarmos as "obras" de Deus. A complexa maneira pela 
qual são constituídos o cérebro humano e os outros órgãos de nosso corpo são "obras" de Deus,
 e apontam para um projetista infinitamente habilidoso.

Nenhuma bomba de pressão construída pelo homem pode se comparar ao coração humano. 
Nenhuma rede de computação pode se igualar ao sistema nervoso. Nenhum sistema televisivo é
 tão eficiente quanto a voz humana, o ouvido e o olho. Nenhum aparelho central de ar condicionado 
e sistema de aquecimento podem se comparar com o trabalho feito por nosso nariz, pulmões, e
 pele. A complexidade do corpo humano sugere que alguém o projetou, e esse Alguém é Deus.

O corpo humano é um sistema completo de órgãos - todos interligados, todos cuidadosamente
 preparados para tal. Os pulmões e o coração, nervos e músculos, todos executam tarefas 
extremamente complicadas que dependem de outras tarefas incrivelmente complicadas.

Se você marcasse dez moedas, de um a dez, colocasse-as em seu bolso, balançasse bastante 
o bolso, e então as tirasse, na sorte, e as colocasse de volta, uma a uma, na ordem numérica 
exata, qual a probabilidade, na sua opinião, de que isso pudesse ocorrer? Pela lei matemática, 
você tem apenas uma chance em dez bilhões de tentativas, para que consiga colocá-las de volta 
na ordem de um a dez.

Agora, considerem as chances de que um estômago, um cérebro, um coração, um fígado, as 
artérias, veias, rins, ouvidos, olhos, e dentes todos se desenvolvam juntos, e comecem a funcionar
 ao mesmo tempo.

Qual é a explicação mais razoável para a constituição do corpo humano?


"Então disse Deus: 'Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança… 
CRIOU DEUS O HOMEM À SUA IMAGEM,... homem e mulher os criou." Gênesis 1:26, 27

O primeiro homem e a primeira mulher não poderiam ter aparecido por acaso. A Bíblia afirma que
 Deus nos projetou à Sua imagem. Ele pensou em nós e nos trouxe à vida.

TUDO O QUE É FEITO TEM UM CRIADOR
As evidências a favor de Deus não são confinadas apenas ao nosso corpo; elas também estão 
espalhadas pelos céus. Deixe para trás as luzes da cidade, e olhe para cima, para um céu estrelado.
 Aquela nuvem a que chamamos Via Láctea na verdade é uma galáxia formada por bilhões de sóis 
brilhantes, parecidos com o nosso sol. Inclusive, nosso sol e seus planetas são apenas uma parte
 da Via Láctea. Nossa Via Láctea é apenas uma das aproximadamente cem bilhões de galáxias que 
podem ser vistas através dos telescópios gigantes da terra, e através do telescópio Hubble, da Nasa,
 que cruza o espaço.

Não é de admirar o salmista ter afirmado que as estrelas falam de um glorioso Criador:

"Os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra de suas mãos." Salmo 19:1.

O que podemos razoavelmente concluir ao olhar para a complexidade e a vastidão do universo?

"No princípio criou Deus os céus e a terra." Gênesis 1:1.

"Ele é antes de todas as coisas, e nEle tudo subsiste." Colossenses 1:17.

Toda a criação testifica de Deus, o Projetista Mestre do Universo e Infinito Criador. Na simplicidade 
das palavras "No princípio, Deus..." encontramos a resposta para o mistério da vida. Há um Deus 
que criou tudo o que existe.

Muitas das maiores mentes científicas de hoje acreditam em Deus. Dr. Artur Compton, vencedor de
 um Prêmio Nobel de Física, comentando sobre esse verso das escrituras, certa vez disse:

"Para mim, a fé começa com a percepção de que há uma inteligência superior que deu vida ao
 universo e criou o homem. Não é difícil ter fé, pois não há dúvidas de que onde há ordem, deve
 haver uma inteligência divina. Um universo ordenado, em expansão testifica a verdade da mais
 gloriosa frase já dita: 'No princípio, Deus.' "

A Bíblia não busca provar a Deus - ela declara Sua existência. Dr. Artur Conklin, um renomado
 biólogo, escreveu certa vez: "A probabilidade de que a vida tenha se originado de um acidente é
 comparável à probabilidade de que um dicionário não abreviado tenha surgido à partir da explosão 
de uma gráfica."

Sabemos que os seres humanos não podem fazer algo à partir do nada. Construímos coisas, 
inventamos coisas, ajuntamos coisas, mas nunca demos vida a nada, nem mesmo um pequeno
 sapo ou uma simples flor. As coisas ao nosso redor clamam que Deus projetou, criou e sustém 
o universo. A única resposta acreditável para a origem do universo, desse mundo, e dos seres
 humanos é DEUS.

Um resumo da história do homem e do macaco


1. O Homem de Nebraska: teve sua imagem reconstituída a partir de um dente
com idade estimada de um milhão de anos. Após quatro anos e meio, descobriu-se
que aquele dente na verdade pertencia a uma espécie de porco já extinta.

2. O Homem de Java: foi imaginado a partir de um fêmur, uma caixa craniana e
três dentes molares. O mais interessante é que esses itens não foram
encontrados no mesmo local e ao mesmo tempo. O fêmur foi encontrado a
quinze metros da caixa craniana. Um dos dentes foi encontrado a três
quilômetros do fêmur e do crânio. E, para completar o quadro, o dr. Dubois, que
descobriu o material, esqueceu de mencionar em seu relatório que também
encontrou restos mortais humanos na mesma camada de escavação. Ele se
lembrou deste fato após ter passado trinta anos.

3. O Homem de Neanderthal: foi reconstituído a partir de um crânio quase
completo descoberto em 1848 e um esqueleto parcial em 1856. Muitos
estudiosos dizem que o Neanderthal era tão humano quanto qualquer um de
nós. As diferenças do esqueleto são atribuídas ao fato de pertencer a um homem
velho que sofria de raquitismo. Esse detalhe foi comprovado com novos achados
fósseis, pois os Neanderthais sepultavam seus mortos.

4. O Homem de Cro-Magnon: segundo o dr. Duane T. Gish, professor de ciências
naturais e apologética, o chamado Homem de Cro-Magnon passaria despercebido
por nossas ruas se usasse a moda corrente, ou seja, nele não há nada de símil.
5. O Homem de Piltdown: foi uma fraude forjada por Charles Dawson a partir de
um fragmento de maxilar, dois dentes e um fragmento de crânio. A fraude foi
descoberta quarenta anos mais tarde.

Os fósseis não falam...



Os fósseis não falam...

As grandes agências de propaganda têm muito que aprender com os marqueteiros darwinistas. Cada "novidade" trazida por eles logo é convertida numa epopéia verdadeiramente digna de uma produção de Hollywood!

Houve uma época em que alguns deles conseguiram a proeza de transformar um simples dente de uma espécie de porco já desaparecida num “perfeito” elo de transição! E, mais recentemente, a propaganda darwinista exibiu com grande ostentação o famigerado celacanto (uma espécie de peixe), apresentando-o como uma forma transicional pelo fato de ter nadadeiras ósseas, porém quando foi descoberto um espécime vivo, constatou-se que ele não usava tais nadadeiras para andar ou levantar-se! O mais novo “garoto-propaganda darwinista chama-se Tiktaalik roseae!

A busca por fósseis que pudessem fornecer os indícios necessários para provar as teses de Darwin sempre foi uma das grandes utopias da “linha de frente evolucionista”! Daí as muitas alterações de dados e crassas falsificações, como a do Homem de Piltdown, homem do Nebrasca, o Archaeoraptor...

A realidade, porém, é que até o momento nenhum dos fósseis apresentados pelos darwinistas foi suficiente para demonstrar uma sucessão evolutiva gradual nos estratos uniformes nas diversos períodos e eras geológicas. Todos os registros fósseis trazidos à tona até o momento foram imperfeitos em todos os sentidos. Eles são o que dizem que são apenas pelas interpretações que lhes são dadas.

Aqui cabe um dado de extrema importância. Em seu livro “A Falsa Medida do Homem”, Stephen Jay Gould apresenta inúmeros exemplos de como a subjetividade orientada para a obtenção de resultados preconcebidos foram importantes para que muitas teorias raciais fossem tidas como à prova de qualquer refutação. Neste caso não se trata de falsificações, mas de interpretações que justifiquem as conclusões pretendidas.

Ou seja, quando se quer a todo custo encontrar “provas” que justifiquem o que se busca, de algum modo elas serão “encontradas”.

Gould faz menção, entre muitos exemplos, de Paul Broca, que através da medição de crânios de diversos povos chegou à “conclusão irrefutável” de que os negros, os índios, as mulheres etc., eram “comprovadamente” inferiores!

“Broca acreditava, presumo, que com sinceridade, que só obedecia aos fatos, e que seu êxito na confirmação das hierarquias tradicionalmente aceitas era o resultado da precisão de suas medições e do cuidado com que estabelecera procedimentos passíveis de repetição” (Gould, "A Falsa Medida do Homem", p. 77).

A mesma situação PODE está ocorrendo ATUALMENTE no âmbito das especulações darwinistas, no que concerne às interpretações dadas aos muitos fósseis que rotineiramente são apresentados. A par disto, cabem estas indagações:

Até que ponto idéias preconcebidas não são preponderantes para que se chegue à conclusão, por exemplo, de que o homem de Neanderthal não seja de fato um homem moderno? Até que ponto a diferença genética de 0,5% que dizem nos separar dele não é fruto dessas mesmas idéias preconcebidas, ou seja, de um esforço previamente direcionado ao que se tanto almeja?

Sim, afinal os fósseis não falam!

PLANETA TERRA: PLANO OU ACIDENTE?



De onde veio a terra? Através de que processo ela foi construída? Será que uma inteligência onisciente planejou e dirigiu a criação de nosso planeta? Ou será que a terra evoluiu através de processos desgovernados, ao acaso, sem um plano supervisionado? As respostas de uma pessoa às perguntas acima vão afetar significativamente o seu ponto de vista pessoal em relação à origem, propósito e destino de ambos, a terra e o homem.
Considerando que os cientistas concordam que a terra não existiu eternamente, a lógica simples determina que não existe posição intermediária nessa importante questão do plano versus acidente. Ou uma mente superior planejou e criou nosso planeta, ou todo ele se originou através de um acidente fortuito, sem planejamento e sem propósito! Para ajudar a resolver a questão vamos considerar alguns fatos espantosos acerca da Terra.



A TEMPERATURA DA SUPERFICIE DA TERRA
A temperatura média da superfície da Terra depende de diversos fatores, sendo os dois mais importantes a distância entre a Terra e o Sol e a inclinação do eixo rotacional da Terra. De importância secundária em relação à temperatura da superfície da Terra temos a área dos continentes, a quantidade de Terra coberta pela luz e calor, as massas refletoras de gelo (geleiras) e a quantidade de dióxido de carbono e vapor de água que afeta a transparência da atmosfera tanto para o calor que entra como para o que sai.
O fator mais importante que afeta a temperatura da Terra é obviamente a distância entre a Terra e o Sol. Se a Terra se aproximasse alguns milhares de quilômetros do Sol, a superfície da Terra se tornaria mais quente provocando o derretimento das geleiras. Com a diminuição da área das geleiras, a refletividade total da superfície de nosso planeta diminuiria através desse processo e absorveria mais o calor do Sol. O derretimento das geleiras provocaria um aumento do nível do mar e, além de inundar a maioria de nossas cidades modernas, criaria uma área total de superfície oceânica maior. Considerando que a água do mar absorve maiores quantidades de radiação solar do que a mesma área de massa terrestre, o aquecimento da Terra seria também incrementado. Além disso, depois de aumentar a temperatura dos oceanos, grande parte do dióxido de carbono dissolvido nos oceanos seria acrescentado à atmosfera junto com grandes quantidades de água por causa do aumento de evaporação.

O nível do dióxido de carbono e do vapor da água da atmosfera aumentado produziria novamente um significativo aumento da temperatura. Considerando tudo isso, uma diminuição por menor que seja na distância entre a Terra e o Sol teria um efeito drástico de aquecimento da superfície da Terra.
E o que aconteceria se a Terra se afastasse alguns milhares de quilômetros do Sol? O inverso da situação anterior é o que resultaria. Teríamos grande parte de nosso planeta coberto de gelo, associado a um aumento da refletividade do calor do Sol. O oceano cobriria uma porção menor da superfície da Terra e o importante processo da absorção do calor pela água do mar diminuiria. Considerando que o oceano ficaria mais frio, a evaporação seria menor com menos vapor de água na atmosfera para reter o calor. Grande parte do dióxido de carbono da atmosfera se dissolveria no oceano mais frio. Certos cálculos demonstram que uma diminuição de dióxido de carbono no ar até a metade do seu nível atual diminuiria a temperatura média da superfície da Terra em cerca de 4 graus Celsius! Assim, aumentar a distância entre a Terra e o Sol resultaria em um profundo efeito de resfriamento de nosso planeta.
Dos comentários acima vemos que a Terra está exatamente na distância adequada do Sol para manter a temperatura de sua superfície apropriada para a vida e para os muitos e importantes processos geológicos! Para o evolucionista a distância entre a Terra e o Sol é um estranho acidente, mas para o criacionista é um maravilhoso testemunho do planejamento de Deus.

A INCLINAÇÃO E A ROTAÇÃO DA TERRA
O eixo da rotação da Terra está inclinado em 23,5 graus relativamente à perpendicular do plano da órbita terrestre. Essa inclinação provoca as quatro estações. Durante os meses de maio, junho e julho, o hemisfério norte fica apontado para o Sol, fazendo o hemisfério aquecer-se e provocando nele a estação chamada verão. Durante os meses de novembro, dezembro e janeiro o hemisfério norte afasta-se do Sol, provocando diminuição da temperatura e a estação chamada inverno. Por que essa inclinação é de 23,5 graus? Por que não algum outro valor?
O que aconteceria se a Terra não tivesse inclinação, e o eixo da rotação permanecesse perpendicular ao plano da órbita? Não teríamos estações e a temperatura da superfície da Terra em qualquer ponto dela seria a mesma tanto em julho como em janeiro. A região equatorial de nosso planeta seria intoleravelmente quente o ano inteiro e os pólos permaneceriam muito frios. O gelo se acumularia nos pólos. Os padrões do tempo seriam estacionários com massas de ar frio e quente permanentemente posicionadas. Algumas regiões seriam muito áridas. Apenas as latitudes médias seriam confortáveis para a habitação humana e adequadas à lavoura. Apenas a metade de nossas terras cultiváveis seriam produtivas.

E o que aconteceria se a Terra tivesse o dobro da atual inclinação? Temperaturas extremas entre as estações seriam muito mais pronunciadas. Até mesmo as latitudes médias sofreriam um calor intolerável no verão e um frio insuportável no inverno. Grande parte da Europa e da América do Norte experimentaria uma escuridão muito prolongada no inverno e dias muito longos no verão. A vida seria intolerável na maior parte da superfície da Terra.

A Terra gira uma vez em cada 24 horas produzindo o intervalo de tempo chamado “dia”. Se a Terra girasse mais devagar, teríamos temperaturas mais extremas de dia e de noite. Outros planetas têm “dias” que são muitas vezes mais longos do que os da Terra, produzindo temperaturas causticantes durante o dia seguidas de noites congelantes. A rotina normal diária das plantas e dos animais seria impossível se o dia da Terra fosse muito mais Curto do que o atual. O dia de 24 horas parece ser ótimo, servindo para equilibrar a temperatura da Terra (mais ou menos como um peru que gira no espeto da churrasqueira).
Assim, dificilmente poderíamos melhorar o atual arranjo de inclinação e de rotação que parecem ser planejados para o conforto e a economia. Nossa atual inclinação provoca as estações associadas a flutuações no tempo, produzindo urna quantidade máxima de terras cultiváveis e estações agradáveis. A atual rotação da serra ajuda a aquecer uniformemente a sua superfície e provoca ventos e correntes oceânicas.

A ATMOSFERA DA TERRA
A atmosfera da Terra é composta de quatro importantes gases. O gás mais abundante é o nitrogênio (N2) que compõe cerca de 78% da atmosfera. O oxigênio (O2) é o segundo ingrediente mais comum, estando presente na quantidade de 21%. O gás argônio (Ar) é o terceiro com um pouquinho menos de 1%. O quarto é o dióxido de carbono (CO2), presente a 0,03%.
Em nosso estudo sobre a atmosfera vemos que os seus gases podem ser divididos em duas categorias principais: gases inertes e reativos. O argônio é inerte e o nitrogênio é relativamente inativo. Estes participam em pouquíssimas reações químicas. Realmente é muito bom que o nitrogênio não se combine facilmente com o oxigênio, pois, caso contrário, teríamos um oceano cheio de ácido nítrico.
O oxigênio é o gás reativo mais comum em nossa atmosfera. Sua presença abundante é o aspecto que mais caracteriza nossa atmosfera, pois não foi encontrado na atmosfera de nenhum outro planeta a não ser em quantidades muito diminutas.

Por Outro lado, o nitrogênio e o oxigênio reagem rapidamente com os outros gases, com os compostos orgânicos e com as rochas. O atual nível de oxigênio parece ser ótimo. Se o tivéssemos em maior quantidade, a combustão ocorreria com mais energia, as rochas e os metais se desgastariam mais depressa, e a vida seria adversamente afetada. Se o oxigênio fosse menos abundante, a.respiração seria mais difícil e teríamos uma quantidade reduzida de ozônio (O) na atmosfera superior que serve de escudo à superfície da Terra dos raios ultravioleta que são mortais.

O dióxido de carbono também é um gás reativo que forma parte essencial de nossa atmosfera. Ele é necessário às plantas, serve para efetivamente captar a radiação do Sol e misturá-la com a água para formar um ácido que dissolve as rochas acrescentando ao oceano uma substância importante chamada bicarbonato. Sem um contínuo suprimento de carbono da atmosfera, a vida seria impossível.

Importante como é o dióxido de carbono à atual vida na Terra, ele compreende apenas a insignificância 0,03% de nossa atmosfera! Contudo, essa pequena quantidade parece ser ótima. Se tivéssemos menos dióxido de carbono, a massa total das plantas terrestres e marinhas diminuiria, havendo menos alimento para os animais, o oceano conteria menos bicarbonato, tornando se mais ácido, e o clima se tornaria mais frio por causa da transparência aumentada da atmosfera ao calor. Embora um aumento de dióxido de carbono na atmosfera causasse aumento de flora (uma circunstância benéfica para o lavrador), haveria alguns efeitos colaterais ruins. Se o dióxido de carbono aumentasse cinco vezes a sua porcentagem (o nível ótimo para a produtividade orgânica), provocaria um aumento da temperatura da superfície da Terra em algumas dezenas de graus Celsius! Um grande aumento de dióxido de carbono também aceleraria tanto o desgaste dos continentes que um excesso de bicarbonato nos oceanos levaria a uma condição alcalina desfavorável vida.

A densidade ou pressão total de nossa atmosfera parece ser a ideal. A densidade é muito importante pois age como um cobertor térmico protegendo a Terra da frieza do espaço. Se a Terra tivesse um diâmetro maior, com uma atmosfera mais densa, o efeito de cobertor térmico seria acentuado, produzindo um clima muito mais quente. Se a Terra tivesse um diâmetro menor, com uma atmosfera menos densa, haveria um clima mais frio. Como já dissemos antes, a Terra tem a temperatura correta, provando que a atmosfera tem a densidade própria e que a Terra tem o tamanho adequado!

A atmosfera também serve para 1 filtrar a luz ultravioleta e os raios cósmicos. Ambos são danosos para a vida e seriam muito mais comuns na superfície da Terra se a atmosfera fosse menos densa. Ela também queima meteoritos: A comunicação através das ondas longas do rádio só é possível porque a atmosfera tem a densidade correta para refletir algumas freqüências de rádio. Além disso, ela reflete o ruído estelar indesejável que poderia interferir com o rádio.
Essa análise indica que a nossa atmosfera tem a composição e a densidade corretas. Como poderia ter sido formada se não fosse pelo planejamento e realização divinas?

O MUNDO OCEÂNICO
A água é um composto extremamente raro no espaço. Uma reserva permanente de água líquida, uma ocorrência muito improvável no espaço, só existe na Terra, até onde sabemos. Nosso planeta possui um suprimento abundante calculado em cerca de 1392 milhões de quilômetros cúbicos de água líquida.
A água em forma líquida possui propriedades físicas e químicas muito exclusivas que a tornam ideal como componente principal da vida e a solução do mundo oceânico. O solvente característico da água, por exemplo, toma possível que todos os nutrientes essenciais necessários à vida sejam dissolvidos e assimilados. O fato de a água ser transparente à luz visível possibilita às algas marinhas a realização da fotossíntese abaixo da superfície oceânica e permite que os animais do mar vejam através da água. A água é uma das poucas substâncias que se expande quando congela, evitando que nossos lagos e oceanos congelem de baixo para cima.

Uma das mais notáveis propriedades da água é a sua capacidade elevada de captar e manter o calor. O oceano é menos refletivo do que a Terra à radiação solar entrante e, por isso, absorve mais energia solar do que áreas idênticas da Terra. Também é necessário muito mais calor para elevar a temperatura de uma unidade de água do mar em um grau do que seria necessário para uma massa idêntica dos continentes. Considerando que a temperatura média do oceano é de cerca de 7,2o Celsius, o oceano esfria as porções de terra equatorial mais quentes do nosso planeta e aquece as regiões polares mais frias. Além disso, as correntes oceânicas provocadas pela rotação da Terra servem para fazer circular a água do mar e evita que os mares equatoriais se tornem quentes demais e os mares polares se tornem frios até o congelamento total.

Além da água, o mundo oceânico também serve como um reservatório para determinados produtos químicos muito importantes. Grande parte do dióxido de carbono do nosso planeta é dissolvido na água do mar, estando em equilíbrio com a atmosfera. O recente acréscimo de grandes quantidades de dióxido de carbono na atmosfera através da queima de combustível fóssil não elevou significativamente a porção desse gás na atmosfera. Grande parte do dióxido de carbono derivado da combustão foi absorvido pelo oceano.
Desses nossos comentários fica evidente que a presença do oceano em nosso planeta é uma evidência do planejamento e da providência de Deus. Não sabemos de nenhum outro planeta que tenha um suprimento permanente de água líquida. As propriedades químicas e físicas de água líquida são necessárias à sobrevivência, O mundo oceânico regula a temperatura da Terra e serve como um reservatório de muitos e importantes produtos.

A CROSTA TERRESTRE
Os continentes que cobrem 29% da superfície de nosso planeta têm uma elevação média de cerca de 836m acima do nível do mar. o mundo oceânico que cobre 71% da superfície da Terra tem uma profundidade média de cerca de 3.812m! Por que temos continentes assim tão elevados junto com bacias oceânicas tão profundas? Seria de se esperar, usando simples estimativas das probabilidades, que a Terra tivesse uma elevação mais ou menos uniforme.
Se fôssemos raspá-los e jogá-los nos lugares mais profundos dos oceanos para fazer uma Terra de elevação igual, teríamos uma Terra de aproximadamente 2.440m de água! Nenhuma área da Terra ficaria exposta e a vida terrestre não existiria. Não haveria mares costeiros rasos com regiões ecológicas nas quais as criaturas da vida marinha pudessem proliferar. O oceano com uma Terra de elevação uniforme seria quase desprovido de vida.
Temos dois motivos principais por que os continentes permanecem elevados acima do fundo do mar. Primeiro, os continentes são feitos de rochas que, como um todo, são menos densas do que as rochas do fundo do oceano. Segundo, a crosta continental é geralmente mais de duas vezes mais grossa do que a crosta oceânica. A diferença em densidade e espessura entre as crostas continental e oceânica é exatamente aquela que é necessária para manter o atual “bordo livre” dos continentes acima do fundo oceânico! Para o evolucionista isso é um acidente interessante. Mas para o criacionista esses fatos indicam o plano de Deus.

O estudo de meteoritos tem revelado que os elementos ferro e oxigênio São mais ou menos iguais na quantidade. Até onde sabemos acerca da densidade e da estrutura da Terra, os geólogos dizem que o ferro é o ele­mento mais comum na massa terrestre, sendo um pouquinho mais abundante do que o oxigênio. Contudo, quando se considera a crosta terrestre, os geólogos calculam que o oxigênio é cerca de oito vezes mais abundante do que o ferro! Além disso, a crosta terrestre tem quantidades incomumente grandes de silício, magnésio e alumínio.
Se tivéssemos quantidades maiores de ferro e magnésio na crosta, o oxigênio da atmosfera rica em oxigênio se tornaria impossível. Nossa atual crosta, diferente de outros planetas e meteoritos, já é altamente oxidada e portanto permite uma atmosfera oxidante. Assim, a composição da crosta prova a sabedoria divina.

CONCLUSÃO
Duas diferentes conclusões podem ser tiradas dos dados que acabamos de apresentar. Eles indicam que urna Mente onisciente planejou e idealizou nosso espantoso planeta, ou que ele se originou de um acidente fortuito sem nenhum plano, ou desígnio. Não há meio termo! E preciso decidir: Deus ou o acaso!
A pessoa que é evolucionista consistente vai atribuir as muitas maravilhas de nosso planeta (a temperatura da superfície da Terra, sua inclinação e rotação, a atmosfera, o oceano e a crosta) ao acaso desorientado. Tal conclusão, embora não seja impossível, exige muita fé em acontecimentos extremamente improváveis. É como se imaginássemos que a Mona Lisa surgiu de pingos de tinta jogados sobre a tela.
O criacionista, de outro lado, reconhece que a única dedução racional a que se pode chegar a partir desses dados é que as maravilhas da Terra devem a sua origem à inteligência e à obra das mãos de Deus. Foi o salmista que disse:
"Nas suas mãos estão as profundezas da terra, e as alturas dos montes são suas. Seu é o mar, e ele o fez, e as suas mãos formaram a terra seca. Ó, vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do Senhor que nos criou." (Salmo 95:4-6).

Mas algumas refutações a Teoria do Intervalo




Foi Thomas Chalmers que propôs a teoria do intervalo - a idéia de que entre Gênesis 1.1 e Gênesis 1.2 há um longo período de tempo. Teria a terra se tornado um caos depois da criação original? Foram os dinossauros e outras criaturas mortas e fossilizadas neste período? Será que Adão e Eva realmente estavam andando em nada mais nada menos que o cemitério de criaturas colossais? Teria Satanás já se tornado o deus deste mundo muito antes de Adão e Eva terem sido dado o domínio? Estas perguntas clamam por respostas bíblicas. Será que um mero compromisso com a explicação uniformitariana (como Thomas Chalmers propôs) não estaria minando a autoridade bíblica?

A teoria do intervalo tradicionalmente defende que num passado remoto Deus criou um céu perfeito e uma terra perfeita. Satanás era o governante desta terra. Alguns acreditam que esta terra era habitada por uma raça de homens sem almas. Eventualmente Satanás habitava num Jardim do Éden, composto por minerais (Ez. 28). Satanás então rebelou-se contra Deus (Is 14) e por causa da sua queda, o pecado entrou no mundo, trazendo o julgamento de Deus na forma de dilúvio (indicado pelas águas de Gênesis 1.2). Então todos os fósseis de plantas e animais que nós temos hoje datam desta época.

Parece que Chalmers no seu entusiasmo de harmonizar a Bíblia entregou para o inimigo aquele componente básico que a ciência evolucionária mais precisava: tempo, e vasta quantidade de tempo! Tendo por base aquela indispensável regra da hermenêutica bíblica de que a Bíblia interpreta a si mesma e de que nenhum texto deve ser interpretado independente de seu contexto, percebemos que a teoria do intervalo é mais uma harmonização externa do que uma exegética interna. Em Exodo 20:11 Moisés afirma que em seis dias Deus criou o universo e tudo o que nele há. Isto estabelece um limite cronológico a respeito da interpretação do primeiro capítulo de Gênesis que vaporiza não somente a teoria do intervalo mas qualquer outra teoria que não postule a formação de todo o universo na estrutura dos seis dias da criação. Os proponentes da teoria do intervalo afirmam que há uma distinção entre a palavra criar (bara) em Gênesis 1.1 e fazer (asah) em Exodo 20.11. Para eles bara e asah referem a dois tipos de criação separadas pelo tempo. Bara seria a criação original e asah a recriação depois da queda do diabo. Mas um cuidadoso estudo revela que o significado de asah é igual ao significado de criar.

De especial interesse é Neemias 9.6 onde a palavra asah é usada afirmando que Deus fez o céu e todo seu exército (anjos). Para aqueles que interpretam asah como uma recriação após a queda de Satanás, temos aqui uma contradição lógica, pois os anjos estão incluídos nesta segunda criação! Como então Satanás teria caído se os anjos nem tinham sido criados ainda? A hermenêutica bíblica tem que ser consistente e não subjetiva.

Outra passagem de interesse é Provérbios 8:26: “Ainda Ele não tinha feito (asah) a terra...nem sequer o princípio do pó do mundo.” O contexto está nos versículos 22 e 23: “O Senhor me possuía no início de sua obra, antes de suas obras mais antigas, desde a eternidade fui estabelecida, desde o princípio, antes do começo da terra.” Se asah é entendido por recriação, então Deus não possuía a sabedoria quando ele criou o mundo original, e foi possuir só depois da queda de Satanás! Como vemos, ambas as palavras são usadas como sinônimos (ver também o uso de bara em Gn 1.21 e asah em Gn 1.25 onde se refere a criação dos animais aquáticos e terrestres; e Gn 1.26, 27 onde asah e bara são usados para designar a criação do homem). Também era uma característica do hebraíco, particularmente na poesia, o fato de se usar dois verbos diferentes para se referir a mesma ação (paralelismo sinonímico - ver Is 41.20 onde asah e bara são usadas trocavelmente).

Proponentes da teoria do intervalo tem argumentado que a gramática de Gênesis 1.2 é favorável a interpretação do longo intervalo de tempo. No entanto, nós temos uma cláusula nominal em Gênesis 1.2 (“a terra estava sem forma e vazia...” representa algo fixo, um estado) e não uma cláusula verbal - a qual representa algo em progresso. Por exemplo: “O Senhor é nosso rei” em Is 33.22 é uma cláusula nominal e “Deus disse” em Gn 1.3 é uma cláusula verbal).

Desta forma Gênesis 1.2 é uma cláusula nominal, a qual é circunstâncial (subordinada e explanatória) à Gn 1.1. Assim em 1.2 nós temos uma descrição da terra como ela foi originalmente criada e não como ela tornou-se em um tempo subsequente à criação. Uma tradução equivalente destes trechos seria: “No princípio Deus criou o céu e a terra, agora, a respeito da terra, ela estava sem forma e vazia.”

Um outro ponto gramatical a ser discutido é o waw que é usado como conjunção entre o primeiro e o segundo versículo. Existe o waw consecutivo e o waw copulativo.
O waw consecutivo expressa sequência de tempo. Este é o tipo de waw usado em Gn 1.3 “E Deus disse.”

O waw copulativo é também conhecido como waw disjuntivo (porque ele quebra a sequência da narrativa) ou waw conjuntivo (porque ele adiciona detalhes circunstânciais). O uso do waw disjuntivo é o mais apropriado para descrever Gn 1.2, porque o waw não está continuando uma sequência (waw consecutivo) e não está adicionando detalhes explanatórios para a narrativa (waw conjuntivo). Segundo F. F. Bruce, para permitir um intervalo de tempo o texto teria que ter um waw consecutivo ao invés do waw copulativo.[2]

A gramática destes dois versos nos forçam a dizer que a terra foi criada sem forma e vazia. Dizer que ela foi criada e depois tornou-se sem forma e vazia é gramaticamente impossível. Desta maneira Gênesis 1:2 não é um desenvolvimento sequencial e cronológico de Gênesis 1.1.

Um outro argumento dos proponentes da teoria do intervalo é de que a palavra estava (Gn1.2) – hayeta - deve ser traduzida como tornou-se. É imperativo notar que a palavra hayeta é copulativa, ou seja, ela serve como cópula ou conexão entre “a terra” e “sem forma e vazia.” Adicionando a isto, os tradutores da Septuaginta traduziram hayeta pela palavra grega eimi (ser) e não ginomai (tornar-se). Não havia nenhum agente externo (teoria do uniformitarianismo) que fizesse com que os tradutores antigos compromissassem o sentido original do texto! Sem dizer que nenhuma versão Bíblica de respeito traz a palavra tornou-se, mesmo que seus tradutores não acreditem na literacidade e historicidade de Gênesis 1-11. Inserir uma preposição nas Escrituras que elas não afirmam, simplesmente por causa de uma visão pessoal do mundo é um grave erro de exegética. Embora tornar-se pode também ser um dos significados de hayeta em situações bastante restritas, o fato de Gn 1.2 ser uma cláusula circunstâncial de Gn 1.1 torna impossível traduzir hayeta por qualquer outra palavra a não ser estava.

Outra consideração a ser feita são as palavras tohu e bohu, traduzidas normalmente como sem forma e vazia. Proponentes da teoria do intervalo argumentam que bohu deve ser traduzido por “destruído” e não como algo que está para ser construído. A palavra é usada apenas 3 vezes no AT, e em cada uma delas num contexto diferente e com um significado diferente (Is 34.11 e Jr 4.23 - esta última referindo-se ao juízo de Deus no futuro). Apenas em Is 34.11 onde o contexto está relacionado com a destruição dos muros que bohu é usado como algo destruído, mas nenhum léxico defende esta mesma interpretação para Gn 1.2. Se os teoristas do intervalo reivindicam uma interpretação especial em Gn 1.2 de bohu simplesmente por uma mera preferência subjetiva, então porque não interpretar os demais versículos (Is. 34.11 e Jr. 4.23) com o mesmo sentido de Gn 1.2? Mas é claro, isto seria apenas uma opinião subjetiva e não teria nenhum lugar no estudo objetivo da gramática Vetero-Testamentária.

Tohu significa ‘sem forma.’ Os teoristas do intervalo entendem tohu como algo que foi reduzido ao caos. Mas não há nenhuma relação ao conceito de redução dentro da palavra. Nota-se que nas outras duas únicas vezes em que tohu e bohu são usadas juntas, se refere a eventos proféticos futuros e não eventos históricos passados. A terra então, longe de estar num estado de caos, estava num período particular de criação. Ela tinha um núcleo, manto e crosta composto de metais e rochas. Ela estava coberta pelos oceanos e envolto em uma perfeita atmosfera, mas ainda não estava completa de acordo com o propósito de Deus. Por isso que no segundo e terceiro dia da criação nós vemos Deus mais organizando a Terra do que criando. Deus não criou a terra para ser um caos, mas sim para ser habitada (Is 45.18).

Muitos, rejeitando a teoria de que o Dilúvio de Noé é o suficiente para responder os depósitos de fósseis, carvão e petróleo, os colocaram no intervalo de Gn 1.1 e 1.2. Mas se isto for verdade, se existia morte no mundo animal antes de Adão, como é que nós iremos explicar Rm 5.12 o qual diz que por um homem só o pecado entrou no mundo e pelo pecado a morte? Paulo ainda afirma que toda a criação ficou sujeita a corrupção por causa de Adão (Rm 8.20). Ou seja, a maldição só entrou no mundo natural por causa do homem (Gn 3.17,18). O quanto as plantas e os animais mudaram por causa da queda nós não sabemos, mas não podemos negar que ela caiu do estado de perfeição após a queda. E isto não se restringe só ao planeta terra, mas a todo o universo. Poderia então, a morte prevalecer num mundo perfeito sem pecado? Não indica a Bíblia que a criação geme e suporta angústias (Rm 8.22) por causa da maldição Edênica que veio após a queda? Realmente me parece incrível acreditar que Satanás e seus anjos tenham caído, que a terra tenha sido arruinada por um dilúvio pré-adâmico, que uma raça pré-adâmica inteira tenha perecido, que um mundo completo de animais e plantas tenham se tornado extintos e que Adão e Eva estavam caminhando em cima deste cemitério cósmico e que Deus tenha dito no final da criação: Muito Bom! (Gn 1.31).

Quando então teria Satanás caído? Muitas denominações incorporam em suas teologias oficiais o fato de que Satanás caiu antes da criação do mundo. Existe nesta pressuposição um implícito compromisso com o uniformitarianismo. Que Lúcifer caiu é inegável (Is 14). Agora assumir que ele andava num Eden pré-adâmico (Ez 28) é inconcebível. Como já foi refutado a idéia de uma ruína-restauração da terra, segue-se que o Éden, Jardim de Deus de Ez 28 era o Éden de Gênesis 1, pois assim não só Ezequiel, mas também todos os profetas antes de Cristo, todos os apóstolos, todos os Pais da Igreja e basicamente toda a Igreja nos primeiros 18 séculos entendiam! Não há nenhuma razão segundo as Escrituras para colocar a Queda de Satanás antes da Criação, pois embora esta interpretação é popular hoje, ela nunca foi defendida durante a História da Igreja. Sem nenhuma pressuposição e não estabelecendo nenhuma ideologia a priori, antes fazendo uma análise a posteriori do texto de Gênesis junto com outros textos, a conclusão mais cabível é de que a Queda de Satanás se deu entre o término da Criação e aquele dia eventual onde a serpente cruzou o caminho de Eva.

Em suma, concluímos que é inacreditável crer que Moisés ao escrever Gênesis acreditava no intervalo de tempo entre duas criações distintas. Se a ssim o fosse, porque Deus então não nos deu mais detalhes deste dilúvio cósmico que destruiu toda uma criação ao invés de se comunicar entre as entrelinhas, escondendo o fato somente para os mais inteligentes da espécie humana descobrir? Reafirmamos que Gênesis 1-11 foi escrito para ser compreendido como uma história literal e não simbólica ou figurativa. O gênero literário de Gênesis 1-11 indica a natureza intencionalmente literal da narrativa. Com efeito, todos os escritores do Novo Testamento se referem a Gênesis 1-11 como história literal.

TEORIA DO INTERVALO




MAIS UMA DEMÊNCIA TEOLÓGICA DOS EVOLUCIONISTAS TRAVESTIDOS DE CRENTE.
1. Introdução

"...escolhei hoje a quem sirvais..." (Josué 24:15 ACF)

O relato da criação no livro do Gênesis é simples e cristalino! Os apóstatas, rebeldes e erudiólatras (cultuadores dos eruditos, não importando a crença) não se conformam com a pureza da Palavra de Deus. Eles a queimam, corrompem, subtraem e adicionam. A longa guerra contra Deus, iniciada por Satanás no jardim do Éden, continua. Em nossos dias, uma das mais eficazes armas de Satanás para afastar o homem de Deus tem sido, sem sombra de dúvida, o evolucionismo. Ele, entretanto, não encontra a menor brecha nas Santas Escrituras. Satanás, sabendo disso, teve uma brilhante idéia: Soprou no ouvido dos seus fantoches-teólogos, uma doutrina entre um versículo e outro!!!

2. Origem da teoria do intervalo.

A teoria do intervalo (Gap Theory), apesar de existir de forma esporádica durante séculos (ver o livro de Arthur Custance, Without Form and Void, Box 291 , Brockville, Ontario, Canada) ganhou força através de duas figuras no mundo evangélico: Dr. Thomas Chalmers (1780-1847), fundador da Free Church of Scotland, e Scofield na sua Scofield Reference Bible publicada com notas de rodapé em 1917. Tal teoria, totalmente desnecessária, ANTI-BÍBLICA e inadequada, foi elaborada para tentar ACOMODAR a Bíblia ao evolucionismo, que crescia de modo avassalador no século 19.

3. Definição da teoria do intervalo.

O que é a teoria do intervalo? O delírio dos EVOLUCIONISTAS-TEÍSTAS tem várias formas e etapas. Comentemos uma das variantes:

3.1 Deus criou o mundo no verso 1:1
3.2 Começa o intervalo de milhões de anos para dar tempo para a evolução ocorrer e a formação das camadas geológicas...
3.3 Deus criou os anjos e Lúcifer.
3.4 Deus usa a evolução para criar uma raça pré-adâmica e os dinossauros. A morte reina na terra durante milhões de anos...
3.5 Lúcifer pecou e foi lançado na terra.
3.6 Lúcifer estendeu sua rebelião à terra arrebanhando a raça pré-adâmica.
3.7 A raça pré-adâmica é destruída com o julgamento divino no Dilúvio de Lúcifer.
3.8 A terra se torna sem forma e vazia...(verso 1:2)
3.9 A terra atual nada mais seria que uma recriação e a Bíblia seria apenas um registro de menos de 0,0001% da História.

4. Contradição da teoria do intervalo consigo própria.

O objetivo da teoria do intervalo é ter a ambição impossível de agradar a Deus e ao Diabo ao mesmo tempo. Entretanto, vejamos as contradições nas quais os seus próprios conceitos se meteram:

4.1 A teoria da evolução (e a teoria do intervalo) usa um princípio falso da geologia chamado uniformitarismo. Charles Darwin (1809-1882) foi tremendamente influenciado pelo geólogo Charles Lyell (1797-1875), que é citado inúmeras vezes no Livro "Origem das Espécies". Darwin tinha como livro de cabeceira "Princípios de Geologia" de Lyell. Nesse livro, Lyell declara que o presente é a chave para o passado. Em outras palavras, esqueça a Bíblia! Observe o presente (camadas geológicas)e tente adivinhar o passado, pois tudo no passado ocorreu como sempre temos observado: tudo muito lentamente, uniforme, sem catástrofes. Darwin, então, aplicou essa mesma falsidade para o reino animal e os teólogos evolucionistas, para o reino da Bíblia!

4.2 Pela própria definição do uniformitarismo, não se admitem catástrofes globais ou signicativas, sob pena de se inviabilizar todo o sistema de classificação das camadas geológicas que depende das lentas deposições. Todavia, a teoria do intervalo não respeita isso, estabelecendo o dilúvio de Lúcifer (eles não podem fugir disso, para explicar que a terra estava coberta de água - Gên 1:2-8). Note, agora, que as evidências da explicação dos vastos milhões de anos das longas eras estabelecidas pelas camadas geológicas (milhões de anos de lentas deposições), estão completamente destruídas pelo "dilúvio de Lúcifer". Ou seja, o dilúvio de Lúcifer (que eles inventaram) destroi os traços dos milhões de anos, que é o motivo de se ter elaborado a teoria do intervalo...




5. Contradição da teoria do intervalo com a geologia e paleontologia.

A teoria do intervalo quer dar 2 explicações contraditórias para o mesmo fato. Existem as camadas sedimentares na crosta terrestre. Isto é um fato. Nessas camadas existem fósseis. Isso é um fato. A fossilização ocorre através de um rápido sepultamento do ser vivo (catástrofe). A resposta, então, para a existência de fósseis é a existência de uma catástrofe e não a combinação dela com longas eras que é a essência da teoria...Além do mais, existem "fósseis vivos" que são idênticos, geneticamente, a criaturas ainda encontradas no nosso mundo. Como explicar isso se no tal dilúvio de Lúcifer não houve sobreviventes?

6. Contradição da teoria do intervalo com a Bíblia.

6.1 Pelo silêncio da Bíblia

Certo pastor, citando seu professor num determinado seminário, afirmou que o bom teólogo é aquele que trabalha nas entrelinhas! Ao escutar tal afirmação, rechacei-a de imediato respondendo que isso é totalmente errado e herético! O bom teólogo não inventa nada. Ele está intimado a pregar uma mensagem que não é a sua. O bom teólogo não tem o direito de inventar nada. Não tem o direito de colocar na boca do Senhor o que Ele não disse. Tal ação é uma abominação ao Senhor, incorrendo o imprudente agente no mesmo pecado de Satanás e das Sociedades Bíblicas apóstatas que com suas versões modernas da Bíblia torcem a Palavra de Deus para sua própria perdição. Veja as ameaças gravíssimas do Senhor para os rebeldes desastrados: Jer. 14:14-15, 23:21, 23:25, 23:31, 27:15, 29:9; Gál. 1:8-9; 1Tim. 4:1-7, 6:3-5; 2Tim. 4:1-4; 2Pe. 3:16 e Apoc. 22:18-19. O Senhor é Zeloso por Sua Palavra! Será que 99,999% da história do mundo está nas entrelinhas entre Gên. 1:1 e 1:2, numa fantasia que não se acha o menor traço na Bíblia, a não ser na cabeça de apóstatas que idolatravam outros apóstatas? Não!

6.2 Pelo Testemunho da Bíblia

6.2.1. Gên. 1:31 "E viu Deus tudo quanto tinha feito e eis que era muito bom." Pergunto: Teria sido "muito bom" as desgraças relatadas no item 3 desse artigo (lógico que fazia parte do "tudo")? Óbvio que não! O teólogo do intervalo estaria acusando o Senhor de chamar a morte e o pecado de "muito bom".

6.2.2. Teria a morte entrado no mundo antes do pecado de Adão? Veja que isso é uma heresia! Veja as contundentes declarações de Paulo: Rom 5:12,14; 1Cor. 15:22; 15:45.

6.2.3. Teria Jesus omitido esse importante dilúvio (o de Lúcifer), já que o único a que se refere é o de Noé? (Mat. 24:37; Luc. 17:27)

6.2.4. Seria o CONTUNDENTE dilúvio GLOBAL E UNIVERSAL de Noé (ocorrido em 2.500 AC), relatado de modo claro e direto por Moisés durante 3 extensos e detalhados capítulos do Gênesis (cap 6 a 9), um evento insignificante sob o ponto de vista geológico e hidrodinâmico?! NÃO ! O único dilúvio que a Bíblia se refere, é o de NOÉ. Ele arrasou a crosta terrestre. Os fósseis atuais são produto desse dilúvio ocorrido a apenas 4.500 anos atrás (2 Pe. 2:5 e 3:6).

6.2.5. Existe a palavra "caos" na Bíblia? Na Bíblia verdadeira não! Nas Bíblias corrompidas existe! Cabe ressaltar que esta palavra é proveniente da mitologia herética grega! No hebraico, esse conceito é totalmente inexistente! Na Septuaginta (tradução do Velho Testamento do Hebraico para o Grego feita supostamente no ano 250 AC - mais provavelmente no 2º ou 3º séc. AD ) esta palavra não passa nem de longe. No Novo Testamento está completamente ausente. Vou dizer onde você acha essa palavra: Nas seguintes Bíblias corrompidas: Revista e Atualizada da Sociedade Bíblica do Brasil (como sempre eles...)e na Revisada da Imprensa Bíblica Brasileira. O nome disso é desonestidade com o texto original! O caos não existe! Rejeite essas Bíblias! Recomenda-se a Corrigida e Fiel da Sociedade Bíblica Trinitariana ou a King James Bible, ambas baseadas no irretocável Textus Receptus (Grego) e Massorético (Hebraico).

6.2.6. Para encerrar esse já prolongado artigo sobre isso, Êxodo 20:11 dá o GOLPE DE MISERICÓRDIA na teoria do intervalo! Declara o próprio Senhor na Escritura feita por seu próprio dedo (ver Ex. 31:18)! "Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo quanto neles há, e ao sétimo descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do Sábado, e o santificou." Gênesis 1:1, meu irmão, estava no primeiro dia de 24 horas da criação feita pelo amoroso Deus, de modo perfeito, súbito, sobrenatural, sem a evolução e sem a contaminação do pecado!

7. Conclusão.

O dias atuais são os últimos da dispensação da graça. Satanás está furioso arrebatando milhões para o inferno. A evolução pertence a Satanás, pois foram os servos dele que a inventaram. Na Bíblia, portanto, a teoria do intervalo, que é uma demência teológica, não encontra a menor brecha!

UM PLANETA ADEQUADO À VIDA



UM PLANETA ADEQUADO À VIDA

As propriedades físicas e químicas da água e da atmosfera mostram uma "adequação" do ambiente para a vida.

A Terra e a Vida Ajustam-se

É bem sabido que os seres vivos são constituídos de tal maneira que se ajustam perfeitamente ao seu modo de vida. Assim, as aves aquáticas têm pés membranosos, as aves de água rasa têm pernas e bicos compridos; as plantas têm folhas em que a luz solar combina a água e o gás carbônico para formar açucares para utilização da planta.

Os animais que comem folhas e ervas tem estômago e intestinos grandes para conter as grandes quantidades de alimento que têm de comer. Os peixes têm uma forma afilada que os capacita a se deslocar pela água com o mínimo de resistência.

Uma lista bastante extensa dessas estruturas úteis poderia ser compilada. O fato importante é que a Terra apresenta condições que se ajustam a essas estruturas dos seres vivos.

Em suas características fundamentais, o meio ambiente atual é a habitação mais ajustada possível para a vida.

A Terra foi planejada e construída de tal maneira que pudesse prover à necessidades e requisitos dos seres vivos. Observadores argutos têm atribuído essa correspondência à existência de um propósito no plano do Criador. Entretanto, os que acompanham o pensamento negativista e as dúvidas do século XX, deixam esse crença para trás, preferindo atribuir essa relação de reciprocidade ao acaso.



A Natureza Testifica

Todo homem sabe, sem ninguém dizer-lhe, que esta maravilhosa estrutura do universo não persiste sem um Governador, e que uma ordem constante não pode ser o produto do acaso, pois as partes então se desmoronariam. Os movimentos das estrelas, e as suas influências, são comandados por um decreto eterno.

Um contemporâneo de Sêneca, o apóstolo Paulo, escrevendo aos seus concidadãos, faz esta afirmação:

“Porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas.”
Este método de aprender acerca de Deus a partir das coisas por Ele criadas é chamado de Teologia Natural, e foi muito popular no século XIX. Alguns teólogos dos anos mais recentes não o aprovam, porém suas objeções parecem obscuras. A Teologia Natural tem o valor de chamar a atenção para Deus. Entretanto, como ela nada diz a respeito de Cristo e da redenção por Ele provida, não se deveria estacionar na Teologia Natural, mas sim usá-la como um caminho para o Evangelho.

Água, um fluido singular

A água, como as demais substâncias em geral, expande-se quando aquecida, e contrai-se quando resfriada. Entretanto, ela se afasta deste comportamento, de maneira notável, ao se congelar. A água apresenta a maior densidade (menor volume) a temperatura de 4 ºC. Ao diminuir mais a temperatura a água se expande até que a O ºC ocupa um volume cerca de 1/9 maior, mudando então de estado, de líquido para sólido.
Essa expansão que se dá no congelamento é conhecida nos países frios devido a ruptura de encanamentos e radiadores de automóveis no inverno, parecendo por isso ser inconveniente. Entretanto, para os seres vivos em geral, e indiretamente para o homem, é ela uma vantagem incontestável.

A expansão do gelo faz com que ele possa flutuar em qualquer corpo de água, enquanto que, se fosse obedecida a regra geral da contração no resfriamento, ele se depositaria no fundo do rio ou lago, solidificando em pouco tempo a massa restante.
Embora se conheçam peixes que viveram após terem sido congelados, não suportariam eles um congelamento prolongado, pois sofreriam perda de suas funções vitais.

As massas d'água congeladas derreteriam muito lentamente em conseqüência da camada de água líquida em escoamento sobre o gelo, a qual as protegeria da ação do ar quente. Nos climas temperados não haveria tempo para o derretimento até o fundo, antes de iniciar-se novamente a fase de congelamento no inverno (se a água seguisse a regra geral de expansão).

Tem sido repetida em classe muitas vezes uma demonstração atribuída a Rumford. Insere-se em um tubo de ensaio com água, um pedaço de gelo, mantendo-o no fundo por um suporte qualquer. Então a parte superior do tubo de ensaio é levada a uma chama até que a água da superfície entre em ebulição, enquanto ainda permanece no fundo o pedaço de gelo. Isso é possível porque a água quando aquecida expande-se, desloca-se para cima e lá permanece.

Essa anomalia da expansão da água ao se congelar sem dúvida impede a extinção de inúmeros habitats aquáticos com suas flora e fauna abundantes. Por outro lado, as perdas ocasionadas pelas rupturas devido ao congelamento podem ser evitadas, porque o congelamento se dá sempre a temperatura conhecida.

A própria presença da água na Terra é um fato que desperta nossa admiração. Muito tempo antes dos primeiros astronautas desembarcarem na Lua, sabia-se que lá não há água, pois não se observavam nuvens que obscurecessem a sua face, nas observações telescópicas. Fotografias e medidas feitas mostram muito pouco ou nenhum vapor d'água em Marte. Vênus e Mercúrio são demasiado quentes para conter água no estado sólido ou líquido. Júpiter, Neptuno e Plutão estão muito distantes para se detectar algo com precisão, porém não revelam evidências de abundância de água. A Terra é, assim, singular, por apresentar essa substância tão abundantemente.

Características Físicas da Água

As características físicas e químicas da água fazem-na muito mais útil aos seres vivos do que qualquer outro líquido. Sua constituição é de tal forma que ela dissolve mais substâncias do que qualquer outra, com exceção talvez da amônia. No corpo humano os alimentos se dissolvem no sangue e os detritos na urina. As plantas dissolvem seu alimento na seiva. A água, sendo quimicamente inerte, não altera esses solutos, mas tão somente os transporta.

A água é peculiar também pelo seu elevado calor específico (a quantidade de calor, em calorias, necessária para elevar de um grau centígrado a temperatura de um grama da substância). A tabela seguinte indica que a água tem calor específico mais alto do que as demais substâncias, com exceção da amônia e do hidrogênio:Substâncias
Calores específicos(cal g/ºC)

Água sólida 1,00
Água líquida 0,50
Vapor d'água 0,3 - 0,5
Chumbo 0,03
Ferro 0,1
Quartzo 0,19
Sal 0,21
Mármore 0,22
Açúcar 0,30
Amônia 1,23
Clorofórmio 0,24
Hidrogênio 3,4
Álcool etílico 0,5

Propriedades Adequadas para o Homem

O que esses fatos significam para o ser humano? Um homem pesando oitenta quilos produz em repouso cerca de 2400 calorias diariamente, o que seria suficiente para aumentar de cerca de 30 ºC a temperatura de seu corpo. Na realidade, o calor em excesso é removido pelo sistema termo-regulador do corpo, a menos que o organismo esteja com febre. Essa remoção proporciona não somente conforto, como também constitui um meio de evitar a aceleração das reações químicas.

Esse importante controle térmico é possível porque a água é a principal substância componente do corpo humano, e porque ela apresenta um elevado calor específico. Se o corpo humano fosse constituído preponderantemente por outra substância com calor específico em torno da média das apresentadas na tabela anterior, o calor produzido seria suficiente para aumentar a temperatura de cerca de 100 ºC.

Considere-se ainda o calor latente, que é armazenado e não mensurável pelo aumento de temperatura, ao contrário do calor sensível. Sem dúvida o leitor já observou que ao lavar as mãos, ao tentar enxugá-las abanando-as no ar, sente a sensação de frio.

Quando uma substância se evapora do estado líquido, ou se liquefaz do estado sólido, absorve certa quantidade de calor. Essa mesma quantidade de calor deve ser retirada para o vapor se condensar, ou para o líquido se solidificar.

No início de uma chuva há sempre um aumento de temperatura porque o vapor d'água está se transformando em gotas de chuva liquidas. Da mesma maneira, após a chuva, ao aumentar a evaporação, há uma diminuição da temperatura.

A Tabela seguinte dá os valores do calor latente de evaporação de várias substâncias, em calorias por grama

Calor latente (cal/g)
Água 536
Amônia 295
Cloro 67,4
Oxigênio 58
Enxofre 362
Gás Carbônico 72,2
Mercúrio 62

Tem-se aqui a base de um dos mecanismos de resfriamento do corpo humano. O suor espalha-se sobre a pele, e sua evaporação remove o excesso de calor do corpo. A evaporação da água em lagos e rios remove o calor do ar em suas imediações. Por essa razão as ilhas e penínsulas são livres de calor excessivo, ao mesmo tempo em que o congelamento da água no inverno lhes proporciona algum calor. As propriedades da água são bem adequadas às necessidades dos seres vivos.




Adequação da Atmosfera

Dos fatos anteriores não somente se vê que os seres vivos apresentam necessidades, como também se torna evidente a notável verdade de que o meio ambiente é formado de maneira tal que supre essas necessidades. Como se sabe, o ar é admiravelmente ajustado para os seres vivos.

Atente-se para o que poderia parecer acaso. Há enxofre no solo e nos alimentos tais como ovos, porém não na atmosfera, exceto nas imediações de vulcões e das indústrias químicas estabelecidas pelo homem.
Deveríamos ser gratos pela ausência dos compostos de enxofre tais como o gás sulfídrico (o mal cheiroso gás característico de ovos podres) e o bióxido de enxofre, usado para matar bactérias e insetos.

É simplesmente o acaso que conserva o enxofre no solo e não nos pulmões dos seres humanos?

Considere-se o importante gás, o oxigênio, que constitui cerca de 20% da atmosfera e é essencial a vida do homem e dos animais. Teria sido possível a sua combinação com outras substâncias, não houvesse um planejamento na criação da Terra. Ele poderia ter-se combinado com hidrogênio para formar água, ou com silício para formar areia. Há quem diga que isso foi o que se passou, e que o oxigênio existente na atmosfera proveio de diatomáceas e outras plantas do oceano. Porém, mesmo nessas condições não deixariam de existir evidências de um propósito.

As plantas foram formadas com a capacidade de liberar oxigênio, não para o seu próprio beneficio, mas para o incontável beneficio da humanidade e dos animais em geral. E realmente difícil descartar-se da existência de um propósito ao se considerar a existência do oxigênio em estado livre.

O bióxido de carbono é necessário para a construção das raízes, caule e folhas, enquanto que o monóxido de carbono é um gás venenoso não encontrado normalmente na atmosfera, mas só nos gases de escapamento dos motores de combustão interna. O bióxido de carbono é um constituinte normal da atmosfera, sendo expirado pelos animais e homens, e absorvido pelas plantas para tornar possível seu crescimento.

O hidrogênio, um dos elementos que compõem a água, não se encontra em estado livre na atmosfera. Se o fosse, unir-se-ia com o oxigênio com grande ruído, à simples ação de uma chama, conforme costumeiramente mostrado nos laboratórios de química.

Amônia é outro gás que a infinita Sabedoria excluiu da atmosfera.

O planejamento não pode ser excluído

Há pessoas que, não aceitando o propósito divino como explicação para a vida, preferem aceitar a possibilidade de transformação de um pedaço qualquer de matéria inerte em um ser vivente. Ressaltam que, dado tempo suficiente, pode ocorrer o evento improvável. Assim, o acaso produziu todos os tipos de plantas e animais, tendo permanecido os que se adaptaram, e sendo extintos os demais.

Se tal processo tivesse ocorrido, os fósseis que fossem encontrados seriam tipos bizarros, sem relação alguma com o seu meio ambiente. Porém, longe de serem criaturas não adaptadas, produtos do acaso, foram eles de mesmo tipo que os seres vivos atualmente, podendo ser classificados nos fila das criaturas vivas atuais.
Entretanto, mesmo que a seleção natural tivesse sido inteiramente eficaz, não poderia ela explicar a adequabilidade do meio ambiente. Os seres vivos e o meio ambiente ajustam-se perfeitamente como peças de um quebra-cabeças. O acaso poderia ter produzido uma Terra que fosse adequada sob um determinado aspecto, porém somente o próprio Deus poderia planejar a Terra como ela realmente é, ou foi, antes da queda.